February , 2008

Autopromoção

Myspaceando actualmente….

December , 2007

Eso de los blogs

Solo conozco a una persona que lee a blogs, pero conozco a un montón de gente que los escribe. Todos los que escribimos blog, estamos conscientes de la carencia de lectores, y a la final creo que escribimos para nosotros mismo, un acto deliberado de esquizofrenia, pero siempre con la ilusión de que algún día nuestro diario online figurará entre los más leídos en delicious o technorati. Hay cosas interesantes en los blogs, pero hay muchas más cosas malas, y solo te darás a conocer si incansablemente escribes comentarios en otros blogs, con links directos al tuyo, lo que es un como tramposo, y lo más seguro igual es que la gente lo vea, pero no lo lea. El comunidades virtuales se colecciona amigos. Figuritas de amigos que no volverás a ver. O de otros amigos virtuales que no llegarás a conocer. El internet es una gran colección de informaciones inútiles. No te puedes leer un buen libro, como máximo lees el resumen de un artículo. Si ves a la llucha, solo le ves las tetas, y toca pagar para adelantarse al culeo. El mundo libre dentro del mundo libre se convirtió en un second life, que como en el prime life, solo te diviertes sí pagas. Y consumes muchas energías. de las ya de veras.

Y, como todo en el mundo, el internet está controlada por aquellos que nos abUSAn.

Así que, para nuestro bien, apaguemos esa huevada y vayámonos a leer un libro. Uno de esos que puedes imprimir online, para hacer con que todo este desperdicios de energía sirva de algo.

Los 10 libros de ficción que más me gustan (no necesariamente en este orden):

L’Étranger, Albert Camus

La Cantatrice chauve, Eugène Ionesco

O Marinheiro, Fernando Pessoa

O Cobrador, Rubem Fonseca

O Menino Maluquinho, Ziraldo

Un Tal Lucas, Julio Cortázar

Der Prozeß (O Processo), Franz Kafka

Cien Años de Soledad, Gabriel García Márquez

The Importance of Being Earnst, Oscar Wilde

Et Dukkehjem (Casa de Bonecas), Henrik Ibsen

December , 2007

Cooking for Dummies

Pensei em escrever algo sobre culinária. Eu nunca gostei muito de cozinhar. Moro sozinha desde 2001, e, claro, durantestodos esse anos cozinhei muito mais por obrigação do que por prazer. Queimei quilos de arroz nos primeiro anos. Parece fácil, mas todo mundo que cozinha conhece a complexidade de um bom arroz. Depois passei um tempo a torrada com manteiga. Mas acho que a culpa era da economia, que não andava lá essas coisas. Já na Holanda (que me desculpe o povo local, mas a comida holandesa é espantosa), a dieta diária era a base de bebidas. Iogurte, água tônica, bebidas energéticas e chá. Era meu primeiro inverno, e o chá vira seu melhor amigo (não é que tivesse muitos amigos, então passei a uma fase de adoração ao chá). Logo, na Itália, quando residente na fundação Pistoletto, comi num mesmo restaurante todos os dias (era tudo na conta da Fundação). No começo é interessante, mas depois tudo começa a ter o mesmo gosto.

Cansada de comer mal, mais por escolha pessoal do que por dificuldades de outras índoles, devo admitir, cheguei à Barcelona toda feliz. A culinária espanhola é uma das que eu admiro mais, e não via a hora de me empanturrar de tortillas, bocadillos, paellas, tapas, hummm, as tapas espanholas são uma coisa do outro mundo. Oh sorpresa! Estudante e desempregada, desfrutar dos quitutes catalãs vira uma utopia. Comi tapas no dia do meu aniversário, e meus caros Federico e Leo pagaram a conta :) .

Vivo longe do centro de Barcelona, na verdade em outro município, que seria o equivalente à Baixada Fluminense, se ali chegasse o metrô. Imigrantes como nós, e famílias que ganharam a sorte ou o azar da hipoteca por primeira vez são nossos vizinhos. Um belo dia, eu recém chegada à Rubi, procurava sacolas para o aspirador de pó. Um aspirador desse chineses, de marca patito, como dizem os equatorianos, tipo Superaspirex 2376. Andei, andei e andei, e, quando finalmente encontrei a maior loja de artigos para o lar, eis ao meu lado direito, magnânimo, se edificava o Mercat Municipal de Rubi.

O tal mercado é como a feira, com vendedores tão simpáticos. É coberto, imagino que por questões climáticas. Como a feira, encontramos de tudo o mais característico da culinária espanhola. Puerros, rábanos, atum fresco,  e alguns folclóricos vendedores que mantém a tradição de cortar o famoso presunto espanhol à mão. É um gozo comer um bom presunto, jamón serrano, e melhor ainda quando cortam à mão e ainda por cima te dão te presente uma garrafinha de vinho para acompanhar. Tudo a preços módicos. Ali, entre cabeças de pato em exibição, nasceu meu amor por cozinhar.

Desde esse dia, virei cozinheira de mão cheia. Revivo minhas memorias de sabores culinários com prazer, sem ler as receitas originais, para não perder o impulso criativo. Re-inventei estrogonofes, moquecas, cuscuz. Inventamos pratos exóticos, agridoces, que são dignos de compartilhar com o mundo. E foi aí quando sentei aqui, para compartilhar com vocês minhas receitas, minha submersão no mundo culinário.

Decidi começar isso ontem à noite. Mas logo depois chegaram Ricardo e José com o novo jogo Monopólio. É incrível a evolução dos jogos, em vez de dinheiro, agora simulan cartões de crédito e transferências bancárias, todo um avance tecnológico, e ontem jogamos até meia noite.

Hoje, a segunda tentativa. Mas fomos surpreendidos pelo nosso cachorro. Mais ou menos às duas da tarde, vemos que Orfeu, muito contente, come uma sacolinha de plástico, que não tenho a menor idéia de onde apareceu. E o conteúdo da sacola não era nada mais nada menos que veneno concentrado para ratos. Ele comeu ao redor de 5 gramos. Uma dose letal seria de 50 gramos, para o seu porte. Pega as páginas amarelas, procura um veterinário aberto (hoje é domingo), corre pra lá, injeções, preocupações, medos.

E eis qu, do dia, aprendi uma nova receita. Não culinária. Depois de tantas preocupação, não tenho, hoje, vontade de cozinhar.

Como induzir ao vômito de cachorro:

Diluir 250 ml de água oxigenada em água potável.

Dar de beber ao cachorro.

Ele pode ou não vomitar. No caso de Orfeu, ele vomitou com uma quantidade muito menor da mistura, aproximadamente depois de 5 minutos.

pd: não me perguntem como o veneno veio para aqui. Prefiro não julgar os vizinhos, e acreditar que vieram com o vento. Hoje ventava muito em Barcelona, todas as folhas caíram. O outono acaba. Outro será o dia culinário.

obs: depois de escrever o texto acima, e de não revisar, percebo quão nula é minha capacidade de sintetizar histórias. Mas eu gostei, espancar o teclado me deu um certo alívio depois do estresse dominical.